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terça-feira, 24 de junho de 2014

[conto] Encontro Marcado

Raimundo está tranquilo, sentado no banco da praça, sem nada para fazer em plena segunda-feira. Só consegue pensar em como a vida lhe sabe bem.

Eis que surge o diabo.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

[desenho] Demolidor (Daredevil)

Demolidor - O homem sem medo (fonte:?)
Como vocês já devem ter percebido pelo post anterior, eu sempre gostei de desenhar, mas andava bastante "parado". Ontem à noite lancei um desafio a mim mesmo: desenhar o Demolidor da imagem acima. Só pra ver se eu ainda conseguiria. Dizem que a gente nunca esquece como é andar de bicicleta. Será que com desenho isso também funciona?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Desenhos Antigos


Alguns dos meus desenhos antigos, feitos entre 1995 e 1997. Foram todos feitos com recurso apenas a um lápis 2B (bom, mais de um, de facto). A técnica é simples: "cópia a mão livre". Ou seja, mantinha uma imagem ao lado, normalmente uma imagem colorida, e reproduzia, da melhor maneira possível, em uma folha em branco. Não foi utilizado nenhum recurso "facilitador" como espelhos e o diabo a quatro. Só meus olhos. rs

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Fluviário de Mora

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Esta é uma das fotografias que tirei numa visita recente ao Fluviário de Mora. O fluviário é moderno (inaugurado em 2007), bem cuidado, tem exposições, actividades, etc. Fica em Mora (obviamente), que é um concelho muito bonito, no Alentejo. É um passeio que vale a pena.

domingo, 18 de maio de 2014

[opinião] O Alienista Alienado

Caricatura de Machado de Assis. Fonte: Pata do Guaxinim


Patrícia Secco tornou-se o centro de uma pequena celeuma, por conta de um projecto em que obras clássicas foram “adaptadas”, notadamente “O Alienista” de Machado de Assis, mas também “A Pata da Gazela", de José de Alencar.

Ao que consta, e tal é, em princípio, a causa maior da indignação (até um abaixo assinado deu origem), as alterações visam trazer o texto para uma linguagem mais próxima da actual. Ou seja, palavras em desuso foram trocadas por outras mais “modernas”, entre outras alterações, como pontuação, construções, etc.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

As Batalhas do Castelo



Fechou o livro, apagou a luz e deitou-se de costas. Cruzou os braços atrás da cabeça e ficou a observar o tecto do seu quarto, agora iluminado apenas pela tímida claridade que emanava da rua através da janela aberta. Era irregular, feito de finas ripas pintadas de bege, mais tinta que madeira, graças aos cupins que, se se concentrasse, podia ouvir a mastigar noite adentro.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

[poesia] 1 + 1 = 1

Sou um
Grito, esperneio, choro
Nada sei
E também sou outro
Que nunca se mostra
Onde estás?
Eu agarro o lápis
Mas nada escrevo
Preciso dele
É ele o guia
E quando se cala,
O branco faz-se eterno.
Se sonhasse, diria que dorme
Mas se penso, quem pensa é ele
Assusto-me! Tenho uma ideia
Uma ideia dele
E escrevo feito louco
Porque o outro não se cala
Não sei de onde vêm as ideias
Ele não me diz
Mas quando começa, já não para.
Grito, esperneio, choro
Meus dedos tropeçam
Escrever é rastejar na lama
A imaginação? Tem asas
Pare!
Não sou eu quem agarra o lápis?
Mas ele não obedece
Apenas sente
Respira.
Sonha.